Agenda de leituras para 2026 de escritores, intelectuais e jornalistas – Jornal Opção

Lista de leituras de Roberson Guimarães, Marcio Fernandes, Italo Wolff, Rodriana Costa e Adalberto de Queiroz

Rodriana Costa

Escritora 

Quando perguntada sobre quais livros eu pretendia ler em 2026, um embaraço se apropriou da minha mente, em um reboliço desconexo. Como não havia pensado de maneira sistemática sobre minhas leituras para o próximo ano?

Logo eu, que sou tão metódica… de súbito me lembrei da lista de leituras vagando no plano das ideias. Essa pertencendo a um assíduo das Letras, sempre será longa e infinitamente transbordante. Obras mais palatáveis, saborosas, outras ainda pouco intragáveis e indigestas, todas à disposição a serem consumidas como antídoto à nossa insuportável realidade. Pensando em um cenário diverso e caótico, tentei organizar meus pretendidos por categorias, que aleatoriamente estavam lá à espera para ser consumidos, ora voraz, ora lentamente.

Ofereço-lhes uma pequena porção do que desejo saborear em 2026. Nesse requintado caldeirão separei um bocado do que tenho ao alcance: 1) os perdidos na galeria do celular; 2) os sugeridos por amigos e que ainda não li; 3) os que inspiram o momento de escrita; 4) os comprados em lançamento de amigos escritores; 5) outros recebidos de presentes; 6) clássicos que não me canso de reler; 7) lista dos mais vendidos; 8) julgados pela capa, 9) edições antigas.

Essa porção literária que lhes preparo, a faço com muito empenho! Ouso utilizar deste meio como um ensejo eficaz para organizar minha lista de obras para 2026.

Vamos à porção.

É preciso de um caldeirão bem forte, rústico com uma alça que suportará todo o peso de universos distintos. Começo com O Amante, de Marguerite Duras extraído dos perdidos nos prints da galeria do meu celular. Esse, entre todos, possui destaque por ter sido encontrado em uma postagem recente de uma leitora a qual admiro bastante, então valerá o tempo. Não pode escapar O túnel, de Ernesto Sabato, sugerido por um amigo de relevante conhecimento literário, mas que não consegui lê-lo neste ano. 

Visto que todos escritores e escritoras são, antes de tudo, assíduos leitores e leitoras, lanço Os segredos de uma família imperial, Mary del Priore, como um livro que me inspira no meu processo de laboratório para escrita de um novo trabalho.

Para harmonizar, sugiro acrescentar A União das Coreias, de Luiz Gustavo Medeiros, adquirido em lançamento de um escritor amigo.

Uma dose de A vida invisível de Adduie Larye, de V.E Schwab, um presente de aniversário. Adicione a pequenina e potente, no Conto da ilha desconhecida, de José Saramago, pela milésima vez, como o clássico que não canso de reler. Para conservar as tendências não pode faltar um bocadinho de Uma oração para desaparecer, de Socorro Acioli, resgatado da lista dos mais vendidos neste ano, depois de ler A cabeça do santo, quase me sinto obrigada a lê-lo.

Julgados pela capa: A Ampulheta, Goreth Rubin, estilo tête-bêche capa dura; e das edições antigas, Ivanhoé, de Walter Scott, primeira edição, garimpadas em meu sebo preferido. Pronta a porção! Os títulos, princípios ativos dessa porção não possui uma posologia limitada. Use quando quiser, onde se sentir à vontade, de modo que possa acessar seus diversos universos.

Espero, estando na condição de alquimista, com sinceridade, que essa porção contribua com a viagem de cada leitor e leitora pelos diversos enredos, a fim de interagir com seus personagens e suas peculiaridades em um tempo e espaço que perpassam o contemporâneo e o histórico.

Um feliz 2026 de muita magia literária.